Qualquer coisa feminina

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Cai a gota cristalina
Fria e fresca, lá de cima
Na cabeça da menina
Que só pensa no amor

Cai a gota cristalina
Evapora sem demora
Da cabeça da menina
Que já ferve de amar

Quando a gota evapora
Leva pro céu sem querer
Um tantinho do amor
Que causou seu aquecer

Da cabeça da menina
Que só pensa em amar
Mas que vive numa ilha
Onde o amor não vai chegar

Ah coitada da menina
Sentada na beira do cais
Sol na moleira esquentando
A gota de chuva que cai

E cada gota que leva
Um tico de amor pro céu
Uma gota cai no chão
Dos seus olhos cor de mel

Facultatis Humanae

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Pensar
Agir
Falar
Sentir

Quatro universos
Que residem em nós
Navegam em nosso cosmos
Sem direção muito certa
E quando se chocam
Causam explosões cáusticas
E atingem outros mundos
Por toda eternidade

Fadiga

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Nesse momento
Não há lamento
Só o cansaço
E o desejo
De completo
Isolamento

Último suspiro

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Escorre suave
Tinge minhas costas
D'um rubro fúnebre
Por sob as vestes
O sangue já frio
De punhal refinado
Que crava o coração
Me prostra no chão
E em lágrimas
Ante último suspiro
Indago ao divino:

- Também sou eu Severino?

Mãe de Todos

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Chora cidade acanhada
Cravada no meio do mundo
Acorda de alma lavada
Desperta do sono profundo

Tu pagas por nossos pecados
Madre bondosa e infeliz
Tão frágil e tão nova, me diz
Que fazem de ti teus rebentos

Exaltam em lindos poemas
Musicam o que há de mais belo
Mas calam em razões obscuras
Saqueiam teu brilho singelo

Tu choras e todos também
Sozinhos no canto do quarto
Estendidos no chão do asfalto
Implorando ajuda de alguém

Mas nisso até Deus se comove
E chora qual pobre mortal
E reza pra nós, tucujus
Cuidarmos do lar maternal

Folk Jambo High

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Macias agulhas flutuam no ar

Pousando no chão que caminho
Tão rosas e vivas cintilam no céu
Se curvam aos meus pés com carinho
E os gigantes jambeiros cantando
Dançando com vento e o sol
Lançam suas flores pro alto
E sem perceber,
Brincando e amando
Colorem o cinza do asfalto

VIII FESTIVAL IMAGEM-MOVIMENTO

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Sussurros da estrada

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Em certos momentos
Onde tudo se confunde
Os passos são tropeços
Tudo torto, pelo avesso

Nesses certos momentos
Me perco pelo vento
Seguindo com a estrada
Sussurros e lamentos

Só o roncar estrondoso
Conselhos da companheira
E o frio que trespassa meu corpo
Lavrando meus pesadelos

No caminho compreendo
Tudo aquilo vale nada
Só o que importa na vida
Seguir pela minha estrada

Passados

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Marcas em minhas costas
De tuas unhas vorazes
Silenciaram sob a pele
Mas latejam e relembram
Nossas noites em penumbra
Misto de luz e perdição

Ondas de meus cabelos
Moldadas por teus dedos
Em nossos momentos mais serenos
De pura contemplação e amor
Teimam em resistir ao tempo
Qual em protestos de saudade

Mil suspiros que me escapam
Quando ouço a velha música
Mil sorrisos me sublimam
Se lembro de tuas manhas

Mesmo assim
Tudo pesa e destrói
Quando por acaso
Vejo voce por aí