O inferno e o Metal

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O inferno - Imaginem um lugar com 10 pessoas por metro quadrado, sendo metade uns brucutus com o desodorante vencido desde a noite passada. Agora imaginem que esse lugar é TOTALMENTE fechado, com o ar-condicionado de brinquedo e duzentas pessoas fumando. Bar de brega dos Congós? Dimpus em Santana? Não!! Bem vindo ao novo point da cena metal e rock amapaense, a boate Proibidus (que nas horas vagas é boate de strip GLSTBYMCA).

O metal - Nesse lugar infernal, aconteceu no último sábado (29/01) o show da banda Anubis, de Belém, com a participação das locais Anonymous Hate e Carnyvalle. Bom, quem começou os trabalhos foi a Carnyvalle, é o 3º show que eu vejo dos caras, e vejo que eles estão melhorando, mas ainda tá faltando. O vocalista perto do final já tava ca voz sumindo e às vezes a guitarra parecia não conversar muito bem com bateria, mas eu gosto das composições dos caras e eles tem uma postura de palco que anima pra dar porrada nas rodas. Aposto que já já só terei coisa boa pra falar desses porras. Segunda banda foram os caras da Anubis, eu nunca tinha sacado a banda, mas agora deu vontade de conhecer a cena no Pará viu, os bichos manda muito bem. Valendo ressaltar a dupla de guitarristas que mandava bem pracaralho, a bateria muito bem encaixada e o fôlego do vocalista em meio ao mormaço assassino que se formou durante o show da Carnyvalle, eu já teria morrido se fosse ele. Pra finalizar, foi a Anonymous Hate. Eu confesso que fiquei preocupado com a recepção do público depois de terem visto e ensurdecido com o show que a Anubis fez, mas apesar do cansaço inicial da galera, rapidinho eles mostraram pra que vieram e tava todo mundo "bangueando". Eu já tinha ouvido o Promo Cd (ou EP, sei lá) dos caras e confesso que fui pro show dessa noite pra ouvi-los. Eu curto pracaralho thrash e já tinha me acabado no show da Anubis, com direito até a falta de ar depois de ter ficado 10s na roda (tou ficando velho), mas o death(/grind) metal desses bichos não é brincadeira, acho que tecnicamente aqui no Amapá eles estão na elite da elite, peso de qualidade mesmo. Vocal fuderoso com o Vitor, acho que surpreendeu todo mundo que foi ali só pra ver qual que era, o Ateu fez valer  e tocou muito e incessantemente bem a batera e o peso das guitarras, sem comentários. Mesmo morrendo eu tive que bater cabeça presses caras, eles merecem.

O Inferno e o Metal - Bom, pra finalizar acho que o show foi muito bom. Aliás, fazem falta festas de puro metal aqui, sempre tem público e o povo que organiza se garante. Mesmo sendo 10 pau, preço incomum pra galera de Macapá, os metaleiros e afins pagaram pra ver sem reclamar, e aposto que não se arrependeram. Parabéns para o Jeff, que articulou essa história toda e botou pras bandas tocarem um som de muita qualidade, coisa rara por aqui. Só é foda ter show na porra da Proibidus, o lugar não tem estrutura pra tanta gente, a banda fica parecendo cover dos Beatles (naqueles palquinhos onde o batera fica no alto), os funcionários todos enrolados e o calor insuportável. Fora o jogo de luz dos Embalos de Sábado a Noite que cegava todo mundo que queria ver o show. Sei dos motivos todos pra a parada rolar lá, mas ficaria muito feliz se desse pra encontrar outro lugar. Juro que vou começar a procurar!

De resto, agora é incomodar os vizinhos com barulheira até rolar a próxima. Ducaralho!!

Constelações familiares

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Mais longe e além
Do meu curto abraço
Brilhando no céu
Em cirandas cadentes
Brilham as estrelas
Reluzem, cintilam
Tão nortes, nordestes
E eu tão aquém
Deito, me estico
Cravado no solo
Miro o espaço
Na casa celeste
De onde viemos
E desconcertado
Num sorriso agreste
Me questiono, calado:
Porque tão distantes?

Realeza

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A longos passos
Em seu salto
Meticulosamente encaixado
Em pés perfeitos
Desliza a madame
Por sobre e acima
Seus cabelos que oscilam
Em harmonia fatal
Com o vestido ousado
Espalham perfume
Que enebria a cidade
Enquanto desliza
Com saltos agudos
Por sobre nós

Meu jardim

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Tenho três rosas.
Três amores.
Mil alegrias,
Todas,
Multiplicadas por três
E divididas
Para mim.

Semelhanças, semelhanças...

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Time - Pink Floyd

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone the song is over, thought I'd something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells


Acho que eles escreveram essa letra quando estavam de férias na casa dos pais, impressionante a semelhança haha

Insônia II

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Dizem que
Se mede a felicidade da alma
Pelo quietude da mente
Quando no silêncio da noite
Na escuridão reveladora
Fechamos os olhos
E dormimos em paz

Devo ser dos mais tristes,
Concluo então…

Menos um ou mais um?

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Quando finalmente paro de trabalhar, estressar, reunir e vários outros verbos transitivos diretos e indiretos, geralmente na voz ativa e cansativa, e chego ao (quase sempre) paraíso das férias. E, assim como todo mundo, pego um pouco do meu delicioso tempo ocioso para pensar nas coisas que fiz, desfiz e não fiz. Eu particularmente gostaria de fazer isso mais vezes durante o ano, porque meus neurônios afetados bravamente pelo álcool e genética fuleira geralmente não lembram de todos os ocorridos, mas eu sou um molenga que cede as pressões sociais e fico inventando trabalho pra não cair na vala do ócio vergonhoso e não-produtivo. E nessa pensarada toda, gosto de pensar se o ano que passou foi "mais um ano" ou "menos um ano" na minha vida. Por ser filho de gente muy trabalhadeira e muy exigente ca sua prole, acabo sempre achando que passei mais tempo tentando procrastinar e vagabundar que botar a mão na massa, mas isso geralmente é nóia minha, por mais liso que seja, me esforço pra trabalhar (quase) sempre. Apesar desse ano ter sido bem atípico na minha quinquênia vida amazônida, eu acho que a ânsia por férias que minha fraca mente exaltou nos últimos meses, me indicou que esses trezentos e tantos dias foram bem intensos e importantes. Mas das zilhares de coisas boas que rolaram, acho que a das mais legais foi que esse ano consegui enxergar novas possibilidades para resolver (ou escancarar) diversas pendengas que acho muito escrotas em Macapá (sim, tudo pelo social) e re-iniciei a desamarração de certos contratos entre eu e eu mesmo para poder fazer umas reformas psicossomáticas almejadas. Papo chato e tal, mas resumidamente acho que estimular potencialidades é a nova pedida, sem exageros!