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Distante
Ausente
Quase doente
Admito meu vício
E busco overdoses
Rapidamente
Virtualmente

Apartheid no Metal, Right now!

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Bom, esse papo é antigo e desgastado, a mesma balela de "porque os white metal se metem no meio da cena do metal?". Mas aqui no Amapá (pra todos verem como a briga chega nos lugares mais longínquos do universo), a coisa tomou um contexto interessante, que não tinha visto ainda em outros lugares.

Primeiro, não gosto de white metal que fica falando de Deus e pregando coisas anti-violência e anti-drogas no meio do show, mas até vejo shows de caras que não tentam impor ideologias, de preferência tem vocal com letra incompreensível e tocam bem. Não que eu seja defendedor da pancadaria e um alcoolatra, mas acho que a postura do rock é de subversão, e do metal, é subversão mais "enérgica", e pra mim, não combina uma galera tocando um som puta agressivo, falando que ama a mãe.

Só que, a galera dos white, por ser mais sóbria, comportada e empolgadinha, adentrou em um desses coletivos do tal Circuito Fora do Eixo, que aqui no Amapá chama Coletivo Palafita e isso tem feito uma coisa que nunca vi, uma cena onde os white metal "dominam". Dominar pra mim, significa tocar em mais eventos, promover mais eventos, resumindo, fazer mais show. Eu fico quase que desolado, até porque acho que maioria das bandas cristãs faz um som muy marromenos, só que alguns metaleiros tucujus adquiriram verdadeiro ódio dessa história toda. Pelo que vi e ouvi nas minhas futricações, é treta pessoal, coisa de amiguinhos de infância que se magoaram no caminho e acabou nisso.

Esse inconformismo tem gerado coisas boas, a galera tá se articulando e fazendo festivais muito fodas de metal "true", que mesmo sendo em menor frequência (por enquanto), são mais bem vistos pela turma mais crítica e um pouco mais entendida do assunto na cidade (nem digo mídia ou algo do tipo, porque no rock mais pesado isso ainda é muito desarticulado). Porém, também tem gerado umas atitudes de delinquente juvenil que deveria tar na FEBEM, do tipo jogar garrafa de vodca no guitarrista da banda (durante o show) e afins.

Como falei acima, o metal tem um quê de extremista, mas de onde eu venho metaleiro respeitado é que peita o cara e cai na porrada. Não fica jogando coisa enquanto o outro tá tocando, isso é viadagem das piores. Não questiono a postura radical do metal, eu já fui metaleiro e sei como isso funciona, mas não tem nada a ver ser radical e "purista" com ser cagão.

Fica o recado presses moleques que se dizem metaleiros só porque se vestem de preto e tocam alguma coisa, vão gastar essa energia fazendo música de qualidade e carregando amp pra fazer show porra! E pros organizadores desses tipos de eventos, parem com essa frescura de querer juntar todo mundo, isso é coisa que a ONU deveria tar fazendo e é a que mais solta bomba em cima da galera. Apartheid no Metal, Right Now!!

Tempão depois... sobre o Quebramar pt.2:

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Então, só pra corrigir, o Roni tocou antes da Samsara, tanto que rolou o evento dos punks ainda enlouquecidos pela Gás 11 ficarem revoltados e mostrarem as parte pra banda. Dae o Otto devolveu o singelo gesto de carinho, o punk deve ter gostado do que viu e mostrou a bunda hauhauhua. "Que coisa mais linda" - Roni Moraes

DIA 2

Como o evento realmente começou as 18h, hora que eu provavelmente ainda estava tirando o cochilo pós almoço de sábado, só cheguei no meio do show da Mini Box Lunar. Claro que foi em parte proposital, já que, tirando a Martirium, acho as bandas de white metal daqui um saco. Porém, perdi a Godzilla e Brow-Há, duas bandas que acho muito fodas. Logo que cheguei, notei que algumas bandas estavam fazendo curtas apresentações, com 3 ou 4 músicas, que obviamente foi efeito cascata do atraso pra começar no primeiro dia e os 3 loongos apagões.

Como cheguei no meio da Mini Box, não sei se eles tocaram músicas novas, eu só ouvi as conhecidas, o que não me fez prestar muita atenção no show. Não que eu não goste do som, acho legal o que eles fazem, mas já ouvi essas músicas vezes o suficiente pra achar que tá na hora de coisas novas hehe. Ouvi falarem que a Jenifer tá começando a sobresair como "lead singer". Juca Culatra e o Power Trio é uma banda massa, daquelas que "anima a galera" com um reggae misturado, mas eu estava esperando o que vinha depooois, queria ver porrada no palco e violência na roda hahahaha.

Então começa o show pra mim, Amaurose tocou fodasticamente bem. Fazia tempo que não via show deles, fiquei impressionado. Com tanto estilo de metal hoje em dia, fica dificil rotular, mas pra mim é um death com um tanto de thrash metal. Eu como bom metaleiro e apreciador do exibicionismo "ironmaideano", senti falta duns solos de guitarra, mas do jeito que tá, tá muito bom. Depois veio a Desalma, lá da minha terra. Eu nunca tinha ouvido porque foi formada depois de eu ter vindo pressas bandas, mas é DUCARALHO. Som muito brutal, peso do começo ao fim, vocal num tom roxeda e postura de palco que chama atenção. Denovo, DUCARALHO!

Eu não queria nem precisar falar deles, mas a Beatle George tá fadada a extinção se continuar com aquele vocalista. Um som legal, guitarrista já conhecido por se garantir nos solos, mas o vocalista "raul seixas" que não sabe cantar tá foda viu. Valkiria Lima pra ele! SPS12 é som da juventude malhação né, não gosto do estilo, mas quem entende diz que eles fazem bem o papel deles. E pra finalizar, Mukeka di Rato me fez lembrar dos shows que eu ia em Recife com o "punk rock hardcore" de Devotos (do Ódio) e me acabava nas rodas. Só que eles vão além e fazem a coisa de forma bem humorada, fechou com chave de ouro.

Pra finalizar, a galera do Palafita tá de parabéns. O negócio do som foi vacilo, mas como a gente sabe que o negócio tá no 3º ano, ou seja, meio que no inicio, tá beleza. Mas a culpa é da organização sim hein, bora não deixar acontecer denovo. Acho que rola pensar na ordem de apresentação das bandas, aquilo no show do Roni foi meio trash né?

Sobre as bandas em si, acho que deu pra ficar bem claro que não é o som ruim do Liverpool que deixa a gente sem entender PORRA NENHUMA que algumas bandas daqui cantam né. Alguns dizem que é proposital, mas acho que se os\as caras se dizem vocalistas e escrevem uma letra elaborada pra dizer alguma coisa, é legal que tenham gogó pra cantar isso de forma compreensível né. Fica o recado.

Tempão depois... sobre o Quebramar:

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DIA I

Bom, eu cheguei durante o primeiro apagão, logo perdi Vila Vintém e Gás 11, duas bandas que eu vi poucas apresentações mas achei bem legais. Depois de algum tempo entendendo o porquê do apagão e falando com "a galera", a luz voltou e foi a vez da Samsara Maya. Gostei muito do "épico" deles, um som meio a la led zeppelin com mistura de música latina (flamenca de acordo com o blog do quebramar), fugindo bastante da deprê pinkfloydiana que eu temia que morgasse a festa, parabéns pra eles. Depois veio o Roni Moraes com um som pedra e pólen bem interessante, mas como eu sempre achei bem massa o som "swingado" do Roni que emerge com categoria das mesmices regionais, demorei um tiquinho para apreciar, mas é coisa lsdisticamente fina. O marabaixo é um som que eu considero tão legal quanto os maracatus e cocos da minha terra, nota 10. Das bandas paraenses, a que eu mais gostei foi a Paris Rock, por motivos de embriaguez não deu pra saca-los no Grito Rock, mas vi que perdi um bom show de rock com uma dosagem na medida das influências paraenses, aplausos!! Já Stereovitrola, faltou uma boa pratada de feijão antes do show, os caras tavam meio sem energia. Não sei se foi o som que tinha baixado por pressões externas ou o quê, mas não estava nada perto de um dos últimos shows deles no Liverpool, que foi porrada do começo ao fim. The Baudelaires, ao contrário da maioria, achei muito marromenos. É um som interessante, com potencial (e outros adjetivos de incentivo), mas pra mim pareceu um "beatles wanna be" com uns outros elementos meio desconexos. Se me lembro bem, o segundo apagão foi no meio do show deles, mas não tenho certeza. Depois foi o Felipe Cordeiro e os Astros do Século, uma banda que chama atenção já pela indumentária da galera, pelas duas belezuras bem na frente do palco e o baixista dedo-na-tomada huaehe. O show deles é realmente um show, performáticos, letras marcantes com um cheirinho de tom zé e bastante guitarrada (talvez um tiquinho demais). Se não fosse o terceiro apagão, que foi um balde de água fria no meu ânimo de quem (realmente) está com a coluna fudida, ia ser um fechamento memorável para o primeiro dia, mas nem tudo são só flores.

Só pra deixar meu protesto, acho muito estranho só avisarem na hora do show que Móveis Coloniais de Acaju não viria. High fulerage!

O delicado som da minha tomada

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O delicado som da minha tomada
que ecoa quando ligo o computador
que penetra como agulha em meus tímpanos
e me irrita qual dolorida topada
O delicado som da minha tomada
me lembra uma coisa importante
que toda gambiarra safada
toda pirangagem por quase nada
me tira concentração dum jeito
que nem rimar consigo direito

Saudade da Gota

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terra distante
doce, sofrida
beleza enrustida
na seca tão grande

terra natal
verde, agreste
do cabra da peste
dos canavial

terra querida
da mata que resta
que o tempo protesta
e a gente segura

terra cheirosa
que vertem os rios
morena mais prosa
remexe meus brios

terra sofrida
da seca que racha
da água que arrasta
destino sombrio

quem olha de fora
tem pena, apavora
de um povo que chora
e que fraco,
senta e ora

mal sabe, amigo
que o povo sofrido
é o mais resiliente
e no fim aparente
em meio a oração

rebrota do chão
e segue adiante
se espalha distante
e constrói a nação